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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A civilização do açúcar


Acredita-se que a cana-de-açúcar tenha começado a ser consumida por volta de 6000 a.C., na Nova Guiné, na Ásia, da forma mais natural possível: a cana era mascada e o seu caldo sorvido. Nessa época, foi descoberta a forma de extrair o açúcar da cana e transporta-lo em um produto sólido, semelhante a rapadura.
Da Índia, o produto foi levado pelas tropas de Alexandre, o Grande, para a Grécia e para Roma. Monges Budistas levaram o açúcar para a China e, pelas mãos de mercadores, acabou chegando ao Oriente Médio. No século 8 d.C., com a conquista da Península Ibéria pelos árabes, que aperfeiçoaram o processo de fabricação do açúcar, o produto chegou às mesas da Espanha e de Portugal e daí para outros países.
Conheça a planta
A cana-de-açúcar faz parte da família das gramíneas à qual pertencem também o bambu, o milho, o arroz, o trigo, a cevada e outras tantas responsáveis por alimentar a humanidade nos últimos 10 mil anos.
Soluções ambientais
A cana-de-açúcar já é a segunda maior fonte de energia limpa do país.
O Brasil é um exemplo em matéria de uso de recursos renováveis, fazendo inveja a muitos países desenvolvidos. Mais de 45% da energia disponível para consumo hoje no país nem de fonte renováveis.


Você sabia?

Existem na terra 2 trilhões de toneladas de biomassa. Se tudo isso virasse eletricidade, seria o suficiente para suprir metade do consumo mundial por ano. Entende-se por biomassa toda matéria orgânica capaz de gerar energia, renovável. Por enquanto só 1,5% da energia elétrica consumida no mundo tem origem nesse tipo de matéria prima. O Brasil já está acima da média mundial, com consumida em 2009 gerada por biomassa. Três quartos disso vêm da cana, mas usa-se também licor negro(resíduo da extração de celulose), lenha, casca de arroz e outras matérias recuperadas.

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